Por mil vezes tentaram nos convencer que o fim do mundo chegaria mais cedo. Mas ai… Aí que estamos aqui! E que também saiu o lançamento do Byrne: Depois do Fim do Mundo.

Não… Contrariando, hipoteticamente, a premissa que o título sugere, a HQ não se trata de um “guia de sobrevivência para os caras que ficaram vivos” (redundante mas… Necessário).

Tudo acabou. E o que restou?

Caos. Para ser mais exata, sobraram pilhas de ratos, baratas, peles amolecidas e um amontoado de entulho em todo canto.

Ah… E alguns sobreviventes. Confesso que até mais do que eu mesma esperava. A A história começa fora do planeta: estão do espaço pode conferir uma certa vantagem para os tripulantes, mas nem sempre isso é bom. No caso dos nossos protagonistas (sim, porque é mais de um), a coisa começa a dar errado logo de cara.

Com a notícia e confirmação que uma senhora tempestade solar vai varrer 70% (pelo menos), do globo terrestre e envolver nossa amada terra em chamas, a tarefa do nosso grupo de astronautas é voltar para casa e tentar fazer algo, no pouco tempo que lhes resta, para evitar que tudo, literalmente desapareça.

É evidente que isso é impossível… E aí que tomamos consciência de alguns eventos que se passam na terra… Entre políticos que apelam para intervenção divina, padres, papas e figurões se evadem dos locais que habitam para… AMÉRICA LATINA.

E sim… Brasil… Logo -nozes-, Brasil é a rota de fuga, que, segundo os cálculos, não será dizimado.

Você neste instante para e pensa: pera ai… Quem tinha chance de sobreviver vem para o Brasil? Mas se isso acontece, quer dizer que além de todos estes problemas que a gente já tem ainda vai ter que lidar com todo tipo de gente ainda pior?!

É…

Antes que seja tarde.

A mensagem que se vê nas primeiras folhas da HQ permanece forte no resto do enredo. Não importa quando se nasce ou quando se morre. Mas o que se faz nesse meio de tempo. E o mais importante: o que se constrói com seus atos -e suas omissões.

Perdas e sacrifícios. São duas constantes na HQ. A história não é linear, não existem personagens “poupados” e se eles forem importantes para determinado fato… Eles serão “utilizados”. Ou seja, se tiver que morrer… Morre. E nem sempre, do jeito mais digno.

“Adão montou numa zebra e se mandou para o Brasil.”

Entre cátedras e comuns, nossa equipe de astronautas chegou na terra. E o que acontece com quem não sabe dos esquemas que estão operando na nova “ordem”? Dança.

E dança feio.

Não ligar o desconfiômetro pode -e vai- custar muito caro à equipe. Pouco a pouco, cada personagem vai se desenvolvendo na história e, dentro deste microsistema, as personalidades dos integrantes vão tomando forma e delimitando sua importância na evolução da história.

Pessoas viram predadoras natas quando se trata de sobrevivência, e não somente na busca para saciar suas necessidades básicas, mas para tranquilizar seu sadismo.

A cinética da narrativa é bem emocionante e até mesmo na parte dos índios -SIM ELES ESTAVAM NA AMAZÔNIA – é bem retratada. E neste ponto é interessante: o maniqueísmo da ingenuidade e a sagacidade da manipulação remete à história que já conhecemos bem aqui no Brasil…

Enfim, esperança.

Um dia após o outro, as pessoas aprendem a sobreviver no novo mundo e na nova ordem instaurada. E isso começa, de fato, a trazer mais tranquilidade. É como se o período “pós luto” finalmente tivesse acabado e você pudesse começar a retomar sua vida normal.

E nada mais simbólico para marcar uma nova era do que… Um nascimento!

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Joana Rosa Russo
joanarrt@gmail.com

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