Estou depressiva! Sim! Já começo dizendo que meu Nickizinho encerrou sua minissérie de 2018! Mas caramba, foi com chave ouro! Provavelmente a MELHOR história dessa quadra de publicações. Eu sei “você fala isso sempre, Joana, não vale!“. Mas dessa vez, vale. A Mythos acertou em cheio em ter deixado para o ultimo número O Guerreiro da Metrópole.

E antes que outros entrem em depressão comigo, fiquem tranquilos: EM 2019 TEM MAIS!!!

Quando o sangue fala mais alto

A história toda começa com um assassinato torpe. Uma discussão entre vizinhos que acaba em nada. É verdade. A briga do coronel reformado, Kane com o cãozinho popy, que insiste em cavocar nas roseiras, não passou de um mero aborrecimento cotidiano.

O problema veio depois: o silencioso bairro deu lugar a uma rajada de balas. Kane foi assassinado e a sra. Bennet, dona de popy é quem acha o corpo estirado no jardim banhado em sangue e todo cravejado por projéteis de alto dano.

Chamados, Nick e a divisão de homicídios, comparecem ao local. Mas por hora, absolutamente NADA faz sentido. Um homem sem histórico problemático, a principio, e sem aparentes inimigos. Já na delegacia, um sujeito meio atormentado aparece reivindicando a autoria do crime. Mas, na verdade, mais parece uma piada de mal gosto de alguém muito maluquinho.

Nesse meio tempo outro problema: mais um assassinato ocorre. O mesmo modus operandi, o mesmo tipo de arma… Tudo. E aparentemente nosso assassino, relativamente jovem, tem um tipo de alvo: oficiais do exercito que lutaram na guerra do Vietnã. Mas o problema é: PORQUE DIABOS?

Essa é a pergunta que fica na cabeça do leitor e na de Nick Raider.

Na delegacia, Marvin consegue levantar a capivara de ambos os mortos: não tinham em comum apenas servirem na guerra do Vietnã, mas também por serem alvos de um inquérito durante a dita guerra. Levados mais a fundo na investigação, descobrem que a suspeita recaia sobre a participação dos oficias em um esquema de contrabando.

E o mais surpreendente é que se tratavam de três oficias que levaram um destacamento todo quase à morte por conta dessa prática. E para a sorte, se assim se pode dizer, dois integrantes do batalhão ainda estão vivos. Carter e Spencer, em tese, ainda seriam passíveis de interrogatórios e talvez pudessem a chegar no real autor dos homicídios.

Spencer é o primeiro a ser visitado, já que, dele, há endereço declarado. No local, algumas coisas ficam evidentes. E sim, vou me limitar a dizer isso E SOMENTE ISSO.

O terceiro integrante, e cabeça do esquema do contrabando, finalmente é localizado… Mas não por muito tempo.

Spoiler zone – falo ou não falo?

Não. Realmente não vou mais dizer nada! Porque daqui em diante é o ponto mestre de virada da história. Mas saibam que é na visita de Nick à residência de Spencer que as coisas começam a ficar mais claras e entendemos a força que o sangue de uma família tem.

Num dos melhores roteiros da quadra mythológica publicada, a ação e o gênero policial ~a lá~ Pulp Fiction ficam mais evidentes. Mas ao lado disso, e pela primeira vez, é possível ver o lado humano de negociador de Nick Raider e o quanto um policial, mesmo que austero e inabalável, é sujeito ao senso de indignação e justiça comum.

Nick, meu docinho, nos vemos em breve!

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http://mythologico.com.br/review-nick-raider-volume-4-o-quase-motoqueiro-fantasma/
Joana Rosa Russo
joanarrt@gmail.com

4 thoughts on “[REVIEW] – NICK RAIDER volume 4: o quase motoqueiro fantasma.”

  1. Ansioso por este derradeiro volume de 2018. Os três primeiros já me agradaram bastante.

    Joaninha, fico feliz pelo seu carinho com o personagem e esforço em divulgá-lo mesmo quando era apenas um herói “velho e esquecido”. Sei que o nosso tira não tem mesma a popularidade de outros medalhões, mas o tenho num lugar de honra em minha coleção Bonelli e fico grato por saber que a Mythos dará sequência na publicação em 2019.

    1. Oi Luciano! Imagina! Eu gosto muito do catálogo da Mythos em geral, mas tenho minhas preferidas. E apesar de ser mega fã de Tex, Nick Raider é meu queridinho! Amo o ritmo da ação, a pegada nostálgica e não raramente aquele clichezão. Não me importo! É uma delícia. E realmente este ultimo volume foi de tirar lágrima no final. Espero que você curta tanto quanto eu! E não esquece de vir aqui contar depois depois qual a sua impressão! E ano que vem tem mais novidade!

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